Etnografia: o exercício do olhar estrangeiro

Etnografia: o exercício do olhar estrangeiro
Etnógrafo Americano Terence Freitas

quarta-feira, 10 de março de 2010

Sejam bem-vindos ao meu Blog sobre Netnografia em Linguística Aplicada

Olá a todos

Obrigado por estarem aqui. Este blog foi aberto para deixar todo o material do curso prontinho, à diposição de vocês. As aulas do primeiro e do terceiro dia estão separadas por unidades pequenas, para facilitar nosso trabalho e a do segundo dia, estão em slides à direita. Bsta clicar, ampliar e acompanhar as discussões.
Para cada dia há uma porção teórica e uma atividade prática.

Para vocês colocarem seus comentários e atividades no blog, basta enviar email para o endereço:
luiz.gomes39@gmail.com e eu me encarregarei de colocá-los no blog.
Um abraço!

Primeira Aula

1.Breve revisão sobre métodos de pesquisa
2.LA e pesquisa
3.Panorama de pesquisas em ambientes virtuais
4.Netnografia: princípios e objetivos

Aproveitamo-nos, aqui, do livro de Lakatos e Marconi, Fundamentos da Metodologia Científica, publicado em 199, para fazer uma breve revisão sobre o conceito de Método e tipos de método, e sobre técnicas de pesquisa, desde os instrumentos de coleta de dados, à sua análise e apresentação.

Daremos alguma ênfase no Estudo de Caso, aproveitando as ideias do livro: Pesquisa em educação: Abordagens Qualitativas, de Menga Lüdke e Marli E.D. A. André, de 1986, já em sua 5ª. edição.

Não há ciência sem o emprego de métodos científicos.

Método é o conjunto de atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e economia, permite alcançar o objetivo – conhecimentos válidos e verdadeiros -, traçando o caminho a ser seguido, detectando erros e auxiliando as decisões do cientista.

Conhecimento mítico (sobrenatural)

Conhecimento religioso

Conhecimento filosófico

Conhecimento científico

Primeira Aula- Parte 2

MÉTODOS DE ABORDAGEM E MÉTODOS DE PROCEDIMENTO

Método indutivo: é um processo mental por intermédio do qual, partindo de dados particulares, suficientemente constatados, infere-se a verdade geral ou universal, não contida nas partes examinadas. Caminha, geralmente, para campos mais abrangentes, indo de constatações particulares, a leis e teorias.

3 fases: observações dos fenômenos, descoberta da relação entre eles, generalização da relação.

Ex.; Pedro, José, João,... são mortais

Ora, Pedro, José, João... são homens

Logo, (todos) os homens são mortais.


 

Todos os cães que foram observados tinham um coração

Logo, todos os cães tem coração.

Obs.: se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão o PODE ser verdadeira

Método Dedutivo: partindo das teorias e leis, na maioria das vezes, prediz a ocorrência dos fenômenos particulares.

Ex.: Todo mamífero tem um coração

Ora, todo os cães são mamíferos

Logo, todos os cães tem um coração.

Obs.: se todas as premissas são verdadeiras, a conclusão DEVE ser verdadeira

Método hipotético-dedutivo: percepção de uma lacuna no conhecimento, acerca do qual formula hipóteses, e pelo processo de inferência dedutiva, testa a predição da ocorrência de fenômenos abrangidos pela hipótese.

Karl Popper (1977): "...a ciência começa e termina com problemas."

Expectativas ou conhecimento prévio – problema – conjecturas/hipóteses - refutação

Método dialético: penetra no mundo dos fenômenos através de sua ação recíproca, da contradição inerente ao fenômeno e da mudança dialética que ocorre na natureza e na sociedade.

Primeira Aula – Parte 3


 

MÉTODOS DE PROCEDIMENTO

Método Histórico: busca raízes, costumes, origens no passado, para entender o presente.

Método Comparativo: faz comparações entre passado e presente, ou apenas de uma época, deduzindo os elementos constantes, abstratos e gerais.

Método Monográfico, criado por Le Play : qualquer caso que se estude profundamente pode ser representativo de muitos outros ou até de todos os semelhantes.

Método Estatístico, planejado por Quetelet: redução dos fenômenos sociológicos, políticos, econômicos e linguísticos, etc. a termos quantitativos.

Método Tipológico, empregado por Max Weber: a comparação entre um modelo ideal e os reais, onde o ideal serve de parâmetro.

Método Funcionalista, utilizado por Malinowski: busca entender as funções de cada parte (da sociedade, por exemplo) para melhor entender o todo. A sociedade é uma estrutura complexa e estuda as funções de cada parte no todo.

Método Estruturalista, desenvolvido por Lévi-Strauss: caminha do concreto para o abstrato por meio de um modelo que represente o objeto de estudo e retorna ao concreto, dessa vez como uma realidade estruturada e relacionada, em forma de modelo, com a experiência do sujeito social. O tipo ideal não existe na realidade, mas o modelo é uma representação concebível da realidade.


 

Primeira Aula – Parte 4


TÉCNICA DE PESQUISA

É o conjunto de preceitos ou processos de que se serve uma ciência ou arte, e também é a habilidade de usá-los.

COLETA DE DADOS

  • Coleta documental
  • Observação
  • Anotações de campo. Nesse caso, seguem abaixo, algumas orientações sobre como fazer/o que anotar:
  1. Descrição dos sujeitos participantes (aparência física, maneirismos, modos de vestir, falar e agir);
  2. Reconstrução dos diálogos (palavras, gestos, depoimentos; utilização de discurso indireto).
  3. Descrição de locais;
  4. Descrição de eventos especiais: o que ocorreu, quem estava envolvido, etc.
  5. Descrição das atividades gerais e os comportamentos das pessoas observadas e suas sequencias;
  6. O comportamento do observador, o que fez, atitudes, conversas, etc. Suas especulações, sentimentos, decepções, surpresas, etc.
  7. Reflexões analíticas: o que se está aprendendo com o estudo.
  8. Reflexões metodológicas: problemas com o design da pesquisa, mudanças;
  9. Dilemas éticos e conflitos: problemas surgidos das relações com os informantes, responsabilidade com os sujeitos, etc.
  10. Mudanças na perspectiva do observador: nos preconceitos, conjecturas, etc.
  11. Esclarecimentos necessários: para que o leitor compreenda determinados aspectos observados.


Obs.: O pesquisador deve, ainda, fazer uso extensivo de comentários, observações e especulações ao longo da coleta; possíveis explicações, etc.

  • Entrevistas
  • Questionários
  • Formulários
  • Histórias de vida

ELABORAÇÃO DOS DADOS

  • Seleção dos dados
  • Codificação: classificação e categorização; atribuição de código/letra, se necessário
  • Tabulação

ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS DADOS

  • Análise (ou explicação): tenta evidenciar as relações existentes entre o fenômeno estudados e outros fatores


  • Interpretação: atribuir sentido aos dados; construção de tipos, modelos, esquemas; ligação com a teoria estudada.


  • Especificação: esclarecer a validade dos dados e da interpretação


REPRESENTAÇÃO DOS DADOS EM TABELAS, GRÁFICOS E QUADROS


Para alguns, quadros e tabelas são sinônimos, para outros:

Tabela: é construída com dados obtidos pelo próprio pesquisador

Quadro: é elaborada com dados secundários: livros, revistas,etc. Pode ser transcrição literal.

Aula Um – Parte 5

PESQUISA QUALITATIVA E ETNOGRÁFICA

A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento. Contato direto e prolongado do pesquisador com o ambiente e a situação que está sendo investigada.

A pesquisa qualitativa etnográfica sofreu adaptações, afastando-se do modelo original. Ela começou a ser incorporada aos estudos sobre Educação na década de 1970.

"Denominar etnográfica uma pesquisa apenas porque utiliza observação participante nem sempre será apropriado, já que a etnografia tem um sentido apropriado: a descrição de um sistema de significados culturais de um determinado grupo (SPRADLEY, 1979)

Características da pesquisa qualitativa (BOGDAN & BIKLEN, 1982):

  • Os dados coletados são predominantemente descritivos. Riqueza na descrição de pessoas, situações, acontecimentos; há transcrições de entrevistas e depoimentos.
  • A preocupação com o processo é maior do que com o produto
  • O significado que as pessoas dão às coisas e à sua vida são focos de atenção especial pelo pesquisador.
  • Busca sempre capturar a perspectiva dos participantes
  • A análise de dados tende a seguir um processo indutivo. Não há preocupação na busca de evidências que comprovem hipóteses definidas antes do início dos estudos. O foco se ajusta com o desenvolvimento da pesquisa.


 

Já Wolcot (1975), (apud BOGDAN & BIKLEN, 1982, p.14), sobre a pesquisa etnográfica, diz que:

para verificar se um estudo pode ser chamado de etnográfico é verificar se a pessoa que lê esse estudo consegue interpretar aquilo que ocorre no grupo estudado tão apropriadamente como se fosse membro desse grupo.

Na educação, a etnografia deve pensar o ensino e aprendizagem dentro de um contexto cultural amplo. O que ocorre dentro e fora da escola.

Primeira Aula – Parte 6

ESTUDO DE CASO

Enfatizo um pouco o Estudo de Caso, por ter grande potencial na Educação (e na LA) e por suas características etnográficas:

  • Permite estudar algo singular, que tenha um valor em si mesmo.
  • Ele visa à descoberta.
  • Enfatiza a interpretação em contexto
  • Procuram retratar a realidade de forma completa e profunda através da multiplicidade de dimensões de determinada situação-problema.
  • Necessita de variedade de fontes de informação.
  • O leitor pergunta-se não o que o caso representa, mas o que ele pode aplicar ou não daquele caso, em sua situação.
  • Traz, normalmente, pontos de vista conflitantes e diferentes.
  • Utiliza outras linguagens, tais como imagem, áudio, desenhos, fotografias, discussões, mesas-redondas, etc.


 

Na etnografia, segundo Stubbs e Delamont (1976) a natureza dos problemas determina o método.

O investigador passa por 3 etapas: exploração, decisão e descoberta.

Hall (1978, apud LÜDKE E ANDRÉ, 1986, p.17) apresenta as características de um bom etnógrafo:

a pessoa precisa ser capaz de tolerar as ambiguidades, ser capaz de trabalhar sob sua própria responsabilidade, deve inspirar confiança, deve ser pessoalmente comprometida, autodisciplinada, sensível a si mesma e aos outros, madura e consistente e deve ser capaz de guardar informações confidenciais.


 

Primeira Aula – Parte 7

PESQUISA EM AMBIENTES VIRTUAIS

Tem aumentado cada vez mais o interesse dos linguistas aplicados sobre a utilização das linguagens (multimodalidade) no ambiente de internet. Compravam isso, dentre outros, os trabalhos organizador por Araújo (2007) Internet e Ensino: Novos Gêneros, Outros Desafios e Interação na Internet: Novas Forma de Usar a Linguagem, de 2005; e ainda o Letramentos na Web: Gêneros, Interação e Ensino (2009), e o organizado por Coscarelli: Novas Tecnologias, novos textos, novas formas de pensar, 2003, dentre outros.

Esse interesse também tem recaído sobre os estudiosos da educação e da Educação a Distância.

Os cursos de Mestrado e Doutorado também tem admitido cada vez mais, alunos interessados em pesquisar educação e linguagem no ciberespaço, porém, observando os programas das disciplinas oferecidas, percebemos que há pouca ou quase nenhuma oferta de disciplinas que tratem especificamente de metodologias de pesquisa para a web.

Este minicurso apresenta, através de breve discussão teórico-prático-reflexiva, uma proposta metodológica para as pesquisas em Linguística Aplicada (LA) que têm como foco os ambientes virtuais e o ciberespaço. A ideia central é de que há diferenças fundamentais entre a pesquisa etnográfica tradicional e aquela realizada em ambientes virtuais, onde as noções de campo, tempo, espaço e cultura, entre outras, requerem entendimento diferenciado.

Defendendo a ideia de uma metodologia de pesquisa etnográfica mais apropriada para os estudos da cibercultura em LA, inclui-se também a utilização de hipertextos multimodais como artefatos culturais e fonte de dados. Dessa forma, são abordados também métodos e critérios de análise de coletas de dados feitas com imagens fixas e em movimento, registros em áudio e hipertextos. Por fim propõe-se uma reflexão sobre a relevância da "netnografia" como metodologia de pesquisa em LA.


 

Primeira Aula – Parte 8

A LINGUÍSTICA APLICADA E A CIBERCULTURA

A LA, como se sabe, é mais do que aplicação de teorias linguísticas; sendo uma área interdisciplinar, ao pesquisar questões de linguagem ela utiliza, além de teorias linguísticas, subsídios de outras áreas do conhecimento, como psicologia, sociologia e antropologia (CELANI, 1998, CAVALCANTI, 1986). Da antropologia, nos interessa, mais especificamente, a metodologia etnográfica de pesquisa. A natureza humanista da LA a levou a caminhar na direção de pesquisas linguísticas em contextos sociais diversos, tais como usos da linguagem no trabalho, na escola e em outros contextos mais amplos; levou-a a interessar-se pelas relações de poder, pela ideologia dos discursos, pelos efeitos dos discursos, enfim para os usos da linguagem indissociáveis dos contextos em que são produzidos os discursos. Ou seja, a LA "ampliou o objeto da linguística – a gramática- para a linguagem, o que implica pensar nas práticas de uso da linguagem em tempos, lugares, sociedades e culturas específicas, relações antes consideradas extralinguísticas, e, portanto, fora do escopo das ciências linguísticas." (KLEIMAN,1998,p.54)Incluem-se aí, os usos da linguagem mediados pelo computador.

Nesse caso, envolver linguagem e tecnologia implica migrar para outro espaço e outra cultura, a cibercultura que, nas palavras de Rocha & Montardo (2005), é a matriz de sentidos dos nossos tempos. Esse conceito nos leva a um outro paradigma de pesquisa, menos positivista, onde os espaços são fluidos e desterritorializados e onde as oposições modernas entre online/ virtual e off-line/real são questionadas. Entender, portanto, a web, o ciberespaço como um não-lugar, isto é, um espaço que não é antropológico (Augé, 1994) nos põe a refletir sobre os conceitos de campo, tempo e espaço da etnografia tradicional.

Para Hine (2000, p.8) "o "campo" é uma categoria epistemológica e não ontológica: é um estado da mente." Sendo ele construído pelo pesquisador, não está "lá" anteriormente. O campo é, segundo Turner (data incerta) citado por Hine, "depois de Faucault, um produto do disciplinamento tecnológico."

Pensar, por exemplo, em como se poderá fazer a observação participativa etnográfica do ciberespaço, a distância. "A premissa básica da aproximação ao objeto de estudo merece, então, um redirecionamento." de Rocha & Montardo (2005, p.9).

Rocha & Montardo, em seu artigo defendem um argumento que gostaria de trazer para o âmbito da pesquisa em LA. Baseando-se no pensamento do antropólogo Augé (1994, p. 56) que diz que "a antropologia sempre foi uma antropologia do aqui e do agora porque o autor/pesquisador deve ser o etnólogo que se encontra em algum lugar (seu aqui do momento) e que descreve aquilo que observa ou escuta naquele momento." A proposta das autoras é nomear o presente como cibercultura, pois entendem, assim como eu agora, que grande parte das pesquisas científicas está sendo feita hoje, a partir de sua análise. Concluem as autoras que:

cabe ao pesquisador-etnólogo (linguista aplicado)contemporâneo escolher corretamente o que lhe é mais apropriado, em termos de técnicas e ferramentas de pesquisa, para auxiliá-lo como testemunha de um mundo que também desenrola no ciberespaço e, que tende a cada dia, diminuir concretamente a fronteira entre real e virtual".

Rocha & Montardo, (2005, p.10)

Para Mozo (2005) as mensagens em fóruns, e blogs, por exemplo, podendo ser acessada mesmo quando já encerrados cria nova noção de tempo e de presença, pois mesmo o etnógrafo não precisa estar presente "on-line" junto aos participantes de sua pesquisa.

Não se pode negar que a LA tenha já princípios e metodologia próprios que foram sendo apropriados de outras áreas de investigação. Segundo Kleiman (1998, p.54):

O uso de conceitos, de modelos e de instrumentos de outras disciplinas faz parte do processo de busca e de produção de conhecimentos numa área; a psicolinguística utilizou o método experimental da psicologia e das teorias gramaticais para o estudo do processamento de frases; a Sociolinguística utiliza categorias da sociologia; diversas escolas de semântica utilizaram os métodos da Lógica, da Antropologia,da Psicologia Cognitiva. Saindo um pouco dos exemplos das ciências da linguagem, uma das teorias genéticas sobre o envelhecimento é a teoria dos radicais livres, um conceito derivado da Química.

O que se propõe aqui, é uma nova apropriação metodológica para a LA: a etnografia virtual ou netnografia; originada das áreas de Marketing e Negócios e já inserida nos estudos em Comunicação. Apoiando-nos na ideia de que nossas práticas analíticas dependem da cultura que estudamos, não se pretende aqui, desqualificar as pesquisas "de cunho etnográfico" (como se costuma dizer em LA), mas salientar as diferenças entre a etnografia "presencial" (tradicional) e a virtual e mostrar que essas diferenças são fundamentais para a pesquisa em ambientes virtuais, argumentando em favor de uma etnografia virtual crítica. A metodologia netnográfica na LA faz sentido, uma vez que, num sentido amplo, como nos lembra Hine (2000, p.13) "ao etnógrafo cabe estudar as relações, atividades e significações que se constroem entre e por aqueles que participam dos processos sociais desse mundo".

A LA tem cada vez mais se preocupado com usos cotidianos que se faz da internet, especialmente nas questões relativas à educação.

Quer me parecer que os linguistas aplicados acabam, em muitas de suas pesquisas, focalizando a linguagem e a interação, deixando de fora a cultura em que elas são produzidas e utilizadas. Nessas pesquisas, entra o linguista e fica de fora o etnógrafo.

Primeira Aula – Parte 9

POR UMA ETNOGRAFIA VIRTUAL CRÍTICA EM LINGUÍSTICA APLICADA

Como afirma Pennycook (1998, p. 24) "é dever da LA examinar a base ideológica do conhecimento que produzimos." O autor, defendendo uma abordagem crítica para a LA, "que seja mais sensível às preocupações sociais, culturais e políticas do que a maioria dos trabalhos nessa área tem demonstrado", também alerta para o fato de que "os paradigmas predominantes na lA não oferecem o arcabouço teórico para explorar o caráter político da educação de línguas." (1998, p.25).

Acredito que as pesquisas em LA, em ambientes virtuais, realizadas com os princípios da etnografia virtual aqui apresentados, podem colaborar para a visão e a postura crítica que cabe ao linguista aplicado, como humanista.

A definição de linguagem é sempre, implícita ou explicitamente, uma definição de seres humanos no mundo. Essa afirmativa de Pennycook (1998, p.26) citando Williams (1977) nos permite reafirmar a ideia de a pesquisa etnográfica em LA deve transcender as análises de dados (mesmo frases, textos, enunciados, discursos) linguísticos e olhá-los dentro do contexto da cultura em que foram produzidos. O próprio Pennycook (idem, p.32) argumenta, citando trabalhos de Ocshsner (1979) e Watson-Gegeo (1988), que a pesquisa qualitativa tem sido pouco desenvolvida e mal compreendida e, "frequentemente igualada a uma concepção limitada de etnografia", chegando a criar caricaturas ao invés de apontar características.

De fato, a postura crítica de Pennycook tem como pano de fundo a visão positivista do mundo moderno que tudo procura dicotomizar e à exportação de pesquisas realizadas por culturas hegemônicas que adquirem valor de verdade em nossas terras. Nesse mesmo viés, Pennycook (idem, pp.44,45) baseando-se em Simon e Dippo (1986, p. 195) alerta para o fato de que "fazer etnografia significa engajar-se em um processo de produção de conhecimento." Assim, continua ele, com os mesmos autores, afirmando que para que o trabalho etnográfico seja crítico, é necessário que sua problemática busque revelar práticas sociais como formas de ação e de significado produzidas e reguladas e que ela vá além dos limites da pesquisa positivista e tenha sempre em vista um projeto emancipatório.

Denzin (1999, apud WARD, s/d, p. 844) clama por uma etnografia mais política, por uma narrativa etnográfica política, no sentido de que o poder é exercido nas comunidades.

Moita Lopes, em seu livro "Por uma Linguística Aplicada Indisciplinar" (2006) ao discute sobre a importância de uma LA mestiça, que "ao tentar criar uma inteligibilidade sobre problemas sociais em que a linguagem tem um papel central, apresenta um quadro de implicações, para uma LA contemporânea, de sua percepção da vida social atual e dos modos de produzir conhecimento em nossos dias. Para ele, a LA "precisa ter algo a dizer sobre o mundo como se apresente e que o faz com base nas discussões que estão atravessando outros campos das ciências sociais e das humanidades..." (p.96).

Nessa mesma linha, o autor apresenta uma agenda de 4 itens para uma LA contemporânea, à qual, acrescento um quinto item:

  1. A imprescindibilidade de uma LA híbrida ou mestiça;
  2. A LA como uma área que explode a relação entre teoria e prática;
  3. A necessidade de um outro sujeito para a LA: as vozes do Sul;
  4. A LA como área em que ética e poder s os novos pilares;
  5. Uma LA que avance para as questões relacionadas a linguagem e tecnologia, considerando o espaço virtual como lócus de interação e o ciberespaço como cultura e como artefato cultural, como defende Hine.


E, no caso desse ultimo item, o desenvolvimento de uma metodologia de pesquisa adequada ao seu universo de pesquisa, a Netnografia.


Aula um – Atividade Prática

ATIVIDADE PRÁTICA

Caros alunos, vamos agora fazer uma pesquisa prática!

Vocês de vem entrar na web e procurar nos sites das universidades e das agências de fomento, pesquisas que estudem os usos das linguagens em ambientes virtuais (abertos ou fechados) e verificar quais as propostas metodológicas de seus autores.

Façam uma breve anotação das principais características desses estudos:

Nome do autor, título da dissertação/ tese e ano de defesa.

Vejam os objetivos e questões de pesquisa.

Leiam o capítulo metodológico e anotem os métodos e filiação ideológica

Escrevam esses dados todos em um post em nosso blog.

Aproveitem para, em outro post, fazer comentários sobre este primeiro dia, mencionando os pontos positivos e os negativos desse nosso primeiro dia.


 

Obrigado

 

Terceira-Aula –Parte 1


 


 

MODELO PARA PESQUISA NETNOGRÁFICA

  1. Identificar e reconhecer a comunidade virtual (Kozinets, 1997)

Aspectos da Comunidade 

A Comunidade Pesquisada 

Indivíduos devem estar familiarizados entre si 

 

Linguagem, normas e símbolos específicos compartilhados

 

Identidades devem ser reveladas 

 

Deve-se perceber esforço para manutenção e preservação do grupos, pelos participantes 

 
  1. Definição de questões, tema, participantes


     

Procedimentos 

Nesta pesquisa 

Objetivo geral da pesquisa 

 

Objetivo específico

 

Tema e Questões de pesquisa 

 

Ingresso cultural 

 

Participantes 

 

Verificação dos Participantes 

 

Coleta de dados 

 

Confiabilidade nas interpretações 

 

Ética 

 

Terceira Aula –Parte 2


 

  1. ANÁLISE DE DISCURSO (COM EXTENSÃO PARA DISCURSO IMAGÉTICO)

    A AD tem quatro temas principais:

    1. Preocupação com o discurso em si mesmo;
    2. Uma visão da linguagem como construtiva (criadora) e construída;
    3. Uma ênfase no discurso como uma forma de ação;
    4. Uma convicção na organização retórica do discurso.

      Fundamentos e Operacionalização

Fundamento: Linguística Crítica: Trabalhar com a linguagem é necessariamente intervir na realidade social de que ela faz parte.

Linguagem é, em outras palavras, uma prática social. A linguística também o é. (RAJAGOPALAN, 2003: 112)

Ler, um modo de Ver: A leitura é inseparável dos modos culturais de ver, descrever e explicar o mundo.

Conceitos de Texto: O conceito de texto depende das concepções que se tenha de língua e sujeito.

  1. Língua como representação do pensamento

Sujeito senhor de suas ações e de seu dizer.

Texto é visto como um produto – lógico – do pensamento (representação mental) do autor, nada mais cabendo ao leitor/ouvinte, senão "captar" essa representação mental, juntamente com as intenções (psicológicas) do produtor, exercendo,assim, um papel essencialmente passivo.

  1. Língua como código: mero instrumento de comunicação

Sujeito como (pre)determinado pelo sistema.

Texto é visto como simples produto da codificação de um emissor a ser decodificado pelo leitor/ouvinte, bastando para este, o conhecimento do código, já que o texto, uma vez codificado, é totalmente explícito.

O "decodificador" é passivo.

  1. Língua como lugar de interação dos sujeitos sociais

Sujeitos são vistos como atores/construtores sociais.

Sujeitos são interlocutores ativos que - dialogicamente –se constroem e são construídos.

Texto: próprio lugar da interação/ construção.

Há lugar no texto para toda uma gama de implícitos...

A compreensão do texto é uma atividade interativa de produção de sentidos que se realiza com base nos elementos linguísticos do texto e no saber enciclopédico do leitor.

O sentido é construído na interação texto e co-enunciadores e não algo que preexista a essa interação.

Linguagem, vista como lugar de interação dos sujeitos sociais, isto é, de sujeitos ativos, empenhados em uma atividade sociocomunicativa.

Definição de texto: "É um evento comunicativo no qual convergem ações linguísticas, cognitivas e sociais" (BEAUGRANDE, 1997:10)

Trata-se, necessariamente de um evento dialógico (Bakhtin) de interação entre sujeitos sociais – contemporâneos ou não, co-presentes ou não, do mesmo grupo social ou não, as em diálogo constante. (KOCH, 2005:13-20)

Definição de Discurso: é o texto em ação (KOCH, 2005), ou o efeito de sentidos entre locutores. (ORLANDI,2005)

Contexto imediato – interlocução – aspectos linguísticos

Contexto amplo – ideologia - processo discursivo

Análise interna: o que o texto diz? Como ele diz?

Análise externa: por que o texto diz o que ele diz?

AD relaciona a língua e a sociedade.

Analisar as condições de produção do texto

Analisar a formação ideológica: conjunto completo de atitudes e representações (Althusser)

Exercício: recortar mensagens na sala virtual e analisar, com base na noção de episódio.


 

Terceira Aula –Parte 3


 


 

  1. ANÁLISE DA CONVERSAÇÃO

A AC preocupa-se com a especificação dos conhecimentos linguísticos, paralinguísticos e socioculturais que devem ser partilhados para que a interação seja bem-sucedida.

Questões que tenta responder: como as pessoas sabem que estão agindo coordenada e cooperativamente; como criam, desenvolvem e resolvem conflitos interacionais.

Características constitutivas da conversação:

  1. Interação entre pelo menos dois falantes
  2. Ocorrência de pelo menos uma troca de falantes
  3. Presença de uma sequencia de ações coordenadas
  4. Execução numa identidade temporal
  5. Envolvimento numa interação centrada

Diálogos simétricos: os participantes tem supostamente o mesmo direito à autoescolha da palavra, tema a tratar e de decidir sobre seu tempo.

Diálogos assimétricos: um dos participantes tem o direito de iniciar, orientar, dirigir e concluir a interação e exercer pressão sobre os outro(s) participantes.

Turno: é aquilo que um falante faz ou diz enquanto tem a palavra, incluindo aí a possibilidade do silêncio.

Técnicas para tomada de turno:

  1. O falante corrente escolhe o próximo falante e este toma a palavra iniciando o próximo turno;
  2. O falante corrente para e o próximo falante obtém o turno por autoescolha.

Possibilidades:

  1. A troca de falantes recorre, ou pelo menos ocorre.
  2. Em qualquer turno, fala um de cada vez
  3. A ordem dos turnos não é fixa


 

Cisma: são as conversas paralelas.

Falas simultâneas: ocorre quando ocorre a múltipla autoescolha.

As pausas e o silêncio podem significar despreferência, desconhecimento, medo, etc.

Autocorreção: pode ser iniciada pelo falante ou por interlocutor(es).

Pode também ocorrer a correção iniciada e feita pelo interlocutor.

Pode ocorrer ainda a substituição de um item lexical por outro, dentro da mesma classe.

Uma correção pode transformar uma frase em outra, truncando a primeira, mas montando um conjunto encaixado.

Manutenção do tópico: o assunto da conversação é mantido ou não, por quem.

Convenções de transcrição

Sublinhado: ênfase

Maiúsculas: sonoridade

/

/ o começo de falas sobrepostas

. pausa curta

(2,7) pausa cronometrada

= = continuação sem pausas audíveis

[ ] transcrição incerta


 

Terceira Aula – Parte 4


 


 

Análise semiótica de imagens estáticas

Abordagem Semiótica (baseada em Introdução à análise da imagem, de Martine Joly, 1994)


 

  • foto (significante)---------- grupo de pessoas (referente)----------------foto da família (alegria, convívio,etc.)
  • a imagem como signo. (Triângulo semiótico de Peirce)
  • Metáforas
  • Imagem coordena dentro de um quadro, diferentes categorias de signos:
  • Imagens: signos icônicos;
  • Signos plásticos: cores, formas, composição interna, textura;
  • Signos linguísticos: linguagem verbal.


 

Imagem: algo que se assemelha a outra coisa. Se ela parece é porque ela não é a outra coisa.

Imagens fabricadas: imitam mais ou menos corretamente

Imagens registradas: assemelham-se ao que representam. Ex. Foto, vídeo, filme: são feitas a partir das ondas emitidas pelas próprias coisas.

Análise da imagem

Analisar como receptor

Significação global implícita: significado linguístico: sonoridade mais significado plástico: cores; significado icônico.

Análise

Permutação: trocar elementos da imagem por outros. Avaliar pelo que não é. Presença x ausência.

Funções da Imagem (Jackobson)

  • imagem é mensagem para o outro
  • para quem ela foi produzida?


 

Ex. Foto de jornal: funções referencial , expressiva (emotiva)

Foto de moda: conotativa, expressiva, poética

Ex. foto de família: além de referencial, reforça a coesão do grupo familiar, é, portanto, mais fática que referencial.!!!

Além da função informativa, pode ter a função EPISTÊMICA, levar ao conhecimento.

Expectativa e contextos

-condições de produção e recepção da obra

Retórica da imagem

Retórica: persuasão/argumentação – conotação: 2o. sentido; Figuras e estilo

Ex. Foto: significante + significado + uma conotação!!!

Figuras de Linguagem: metáfora (surrealismo), hipérbole, elipse ( ausências), sinédoque, metonímia (cubismo); polifonia

Exemplo de análise: o que olhar

Suporte: papel, revista; Dimensões

O quadro: moldura, cortes? (o que ficou for a do campo);

Enquadramento (tamanho); Horizontal/vertical;

Proximidade/ afastamento; Ângulo

Composição/diagramação: geografia interior da mensagem visual. Hierarquia da visão; Orientação da leitura; Eixo do olhar: profundidade, sequencial.

Formas: curvas arredondadas: feminino; ângulos retos, agudos: masculino

Cores e iluminação: (é interpretação antropológica). Percebido oticamente, vivida psiquicamente. Quentes x frias

Mensagem linguística: ancoragem= interação imagem/texto.

Tipografia, cor, disposição na página. Conteúdo textual.

Terceira Aula – Parte 5


 


 

Análise de Imagem (Modelo de Browett, 2002 e Lemke, 1997 – apresentado por Sara Oliveira)

Texto visual

Função representacional

Onde essa imagem aparece?

Quem a criou?

Qual a audiência pretendida?

Qual a temática da imagem?

O que é mostrado na imagem? O que está acontecendo?

Que valores/atitudes a imagem comunica?

De quem / de qual grupo é a visão de mundo apresentada?

Que tipo de situações sociais / realidades são apresentadas?

O que a imagem revela acerca de grupos dominantes /

relações de poder no contexto onde se insere?

Que histórias/experiências são incluídas? Que histórias são

omitidas? Que alternativas poderiam ser apresentadas?

Que tipo de conhecimento prévio é necessário para que a

imagem seja compreendida?

O que faz parte e o que não faz parte da sua própria

experiência?

Há contrastes/semelhanças com outras imagens que você já

viu sobre o mesmo tema?

Função orientacional

Como é / são crianças / adultos / heróis / vilões / gênero /

outros personagens construídos / apresentados?

Por que são retratados dessa maneira?

Quem se beneficia com esse tipo de retratação?

Como a imagem convida o espectador a pensar?

Que tipo de espectador tenderia a interpretar a imagem dessa

forma?

TEXTO VISUAL E LEITURA CRÍTICA

30 Linguagem & Ensino, Pelotas, v. 9, n. 1, p. 15-39, jan./jun. 2006

Haveria outras interpretações possíveis? Há alguma ligação

de humor comunicada pela imagem ao espectador?

Que ações/comportamentos/emoções/valores/relações são

demonstradas pela imagem? Quais são positivas? Quais são

negativas?

Que tipo de proximidade entre espectador / personagens é

estabelecida na imagem?

Função organizacional

Como o uso de elementos tais como layout, cor (e seus

valores), textura, linhas, formas, luz, movimento, som,

símbolos, vestimentas, linguagem corporal, gestos,

expressões faciais, disposição dentro da imagem (primeiro

plano, fundo, tamanho, ponto focal) direção do olhar, etc. são

combinados para criar os personagens, o ambiente, a

atmosfera, as ações, a história, os valores, o humor, etc.)?

Se você mudasse (personagem / cor /características /

comportamento / símbolo, etc.), de que maneira/sob que

aspectos a imagem seria modificada?

Como os personagens são apresentados? (frontalmente ou

obliquamente, à altura do olhar?)


 

Terceira Aula – Parte 6


 


 

Análise de Imagens em movimento

Propõe-se utilizar uma 'gramática visual' que contemple:

  • qualidades lexicais (ex. cores, saturação, nitidez);
  • qualidades sintáticas (ex. aparência e movimento: linhas, padrões, tamanhos e formas);
  • qualidades semânticas (ex. objetos representados explicitamente ou apenas sugeridos e como podem ser

interpretados);

  • qualidades pragmáticos (ex. inteligibilidade geral da

imagem, utilidade, função)

Procedimentos

Decupar: dividir o filme ou o vídeo em planos. O plano é um segmento de imagem contínua compreendida entre dois cortes, ou seja, é a imagem registrada durante o intervalo de tempo no qual a câmera está ligada, gravando uma cena (SANTOS, 1993). Decupar, então, é reunir uma série de fragmentos de imagem contínua, filmados ou gravados sob diversos ângulos e com pontos de vista diferentes.

Indexar: indicar o conteúdo temático de um documento, mediante a atribuição de um ou mais termos (ou códigos), a fim de caracterizá-lo de forma unívoca. Indexação, portanto, é a representação do conteúdo temático dos documentos através do uso de uma terminologia (pré-estabelecida). (NUTES- UFRJ, 1991).

DIMENSÃO VISUAL


 

(descrever a cena. Ex.: em frente à escola, alunos entrando pelo portão principal. Manhã)


 


 

VIVO


 


 


 


 

OFF


 

DIMENSÃO VERBAL

A1:e aí, estudou para a prova?

A2: não, mas preparei uma cola bem legal!

Alguns aspectos técnico-estéticos também devem ser obervados:

  • Tratamento formal da Imagem
  • Uso dos planos,escala, angulação, composição, movimentos de câmera, iluminação, cores, truques
    • Uso do espaço dentro e fora do campo de visão
    • Figuras de retórica utilizadas
  • Valor narrativo, semântico e estético de cada elemento da imagem (cor, iluminação, espaço, proporção, volume, angulação, etc.), seu valor denotativo e conotativo
  • Valor narrativo, semântico e estético dos elementos pertencentes ao código dos gestos
    • O efeito simbólico ou evocativo de cada um dos recursos visuais
    • Tamanho dos elementos gráficos: fotos, legendas, etc.
    • Qualidade técnica e estética dos elementos visuais
  • Imagens de estúdio e externas, estáticas e dinâmicas, geradas por computador, de arquivo
  • Presença de imagens estáticas, desenhos, mapas, gráficos
    • Riqueza visual advinda da variedade
    • Ambientação e decoração
    • Vestuário e adereços
    • Tratamento formal do texto verbal:
    • Qualidades linguísticas do texto verbal oral
    • Qualidades linguísticas do texto verbal escrito
    • Figuras de retórica utilizadas
    • Uso de linguagem envolvente (por exemplo: imperativo, segunda pessoa, etc.)
    • Diálogos
    • Registro: científico, acadêmico, formal, coloquial, poético, legal, técnico
    • Efeito simbólico ou evocativo dos recursos verbais utilizados
    • Tipo de letras usado no texto verbal escrito
    • Funções do texto oral (conceitos e ideias, emoções, sentimentos ou ambos)
    • Interações
  • Tipo de interações entre imagem-imagem, imagem-palavra, imagem-música, imagem-efeitos sonoros, música- efeitos sonoros. Interações de reforço, de comparação e de antítese.
  • Interações semanticamente mais criativas e significativas do ponto de vista artístico, entre elementos visuais e sonoros
    • Inclusão de elementos para destacar elementos importantes
    • Montagem do ponto de vista narrativo, semântico e estético
  • Ritmo e os fatores que o condicionam: duração das tomadas, movimentos dos personagens, movimentos das câmeras, ritmo musical. O ritmo em função do assunto.


 


 


 


 

Terceira Aula – Parte 7

Análise de ruído e música como dados sociais

· Música e efeitos sonoros
· Tipo de música
· Função da música
· Expressividade, clareza, e identidade dos sons
· Integração do som com as imagens
· Presença ou ausência e, quando presente, a função dos efeitos sonoros
· Qualidade técnica e estética do som ambiente, das vinhetas e do áudio/ locução
· Sincronia do som com os demais elementos

Terceira Aula – Atividade Prática

Apresento como sugestão de pesquisa, como forma de praticar o que foi visto, as seguintes questões:

Contexto: sala de aula de ensino a distância/ blog para formação de professores.
1- Com que finalidades os alunos acessam o Fórum?
2- Quais os temas dos Fóruns? (das mensagens nos fóruns)
3- Que recursos de linguagem os alunos utilizam?
4- Com quem se comunicam os professores e tutores? Há interações espontâneas entre eles?
5- Os participantes tem noção das diferenças hierárquicas na sala virtual?
6- Que representações de si mesmos fazem nesses ambientes? Que imagens utilizam?


Links se blogs para análise:
http://perolavozesqueecoam.blogspot.com/

http://habilidadesintegradas.blogspot.com/

http://profamarinete.blogspot.com/

http://agenciaunipress.blogspot.com/

http://sites.google.com/site/eaduniso2009/compromissos-1